
18/08/2008 - 21h42
Record estréia "Ídolos" e esculacha candidatos; assista a trechos do primeiro episódio MARINA CAMPOS MELLO
Da Redação
A Record estréia nesta terça (19), às 23h, o reality musical "Ídolos", sua grande aposta de 2008. A emissora investiu US$ 12 milhões (cerca de R$ 19, 6 milhões) no programa que será exibido até dezembro e que pretende lançar o "novo ídolo" da música brasileira. Para efeitos comparativos, a misnissérie "Amazônia" (2007), superprodução da Globo, teve investimento total de R$ 20 milhões.
Adquirido da Fremantle Media após disputa judicial com o SBT, "Ídolos" quer ser, além de um programa de música, um reality show sobre "sonhos e histórias de vida", como definiu Fernanda Telles, diretora do programa. A trajetória e o perfil dos participantes, bem como suas reações antes e durante as audições --em que são esculachados--, ganham destaque na edição.
No programa de estréia, o apresentador Rodrigo Faro introduz o programa de forma didática, mas mostra pouco como será a competição. Ele entrevista e brinca com os candidatos na fila, a exemplo do que faz o apresentador Ryan Seacrest, na versão americana. Os jurados Marco Camargo, Paula Lima e Luiz Calainho, nesta primeira fase, se dedicam a criticar duramente os candidatos --a maioria sem nenhum talento e alguns divertidos-- com uma rigidez que soa artificial. Com alguns trechos bem editados, o programa salta de momentos de humor para outros que têm o claro objetivo de "emocionar", como quando mostra o depoimento de um candidato que perdeu a mãe e que foi abandonado pelo pai.
"Emocionar", aliás, foi a palavra mais utilizada pelos jurados na entrevista coletiva realizada pela Record nesta segunda (18) para promover o programa. "O ídolo não precisa falar. Quando ele entra, todo mundo olha; quando ele canta, todo mundo fica calado; ele tem que emocionar", disse o produtor Marco Camargo. Para a cantora Paula Lima, o ídolo, além de cantar, tem que ter "atitude, personalidade, verdade, transparência, carisma".
A opinião dos jurados, no entanto, não definirá o "novo ídolo". Dividido em quatro fases, o júri tem poder de eliminação apenas nas duas primeiras, das Audições e do Teatro. Para as audições, que já foram gravadas, inscreveram-se 30 mil candidatos e foram selecionados 88. Na fase do Teatro, os selecionados passam novamente pelo crivo do júri após realizarem três apresentações: uma a capella, uma performance em dupla e uma apresentação individual com base instrumental. depois disso, restarão 30 concorrentes.
Inicia-se então, em 24 de setembro, a fase da Classificação, em que concorrentes ficam confinados e passam a ser escolhidos pelo público. Dez candidatos passam às semifinais, que duram oito semanas e também são decididas pelo público. A final vai ao ar em dezembro, em data ainda não definida.
Fiel à versão americana, "American Idol", o "Ídolos" da Record tenta consolidar o formato no Brasil. Criado por Simon Fuller em 2001, o original inglês "Idol" já foi produzido em 33 países e é sucesso de audiência. O "American Idol" chegou a ser visto por 36 milhões de espectadores, tornando-se o programa um dos programas mais vistos dos EUA.
Mas, no Brasil, o programa, que teve duas edições produzidas pelo SBT, não foi um grande sucesso. E os cantores revelados pelo show --Leandro Lopes, hoje vocalista da banda Rapazolla, e Thaeme Mariôto-- não têm hoje o status de "ídolos" da música. A Globo também produziu o seu reality musical, o "Fama", baseado no programa espanhol "Operación Triunfo", que teve quatro edições e foi ao ar pela primeira vez em 2002. Alguns dos concorrentes do fama conseguiram deslanchar na carreira como a dupla Hugo e Tiago e as cantoras Marina Elali e Roberta Sá.
ÍDOLOS 2008
Onde: Record
Quando: terças e quartas, a partir de 19 de agosto
Horário: 23h