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15/10/2010 - 08h00

Atriz Guilhermina Guinle mostra segurança e estilo para compor seu papel em "Ti-Ti-Ti"

PopTV
  • Guilhermina Guinle durante gravação de Ti-Ti-Ti (28/9/10)

    Guilhermina Guinle durante gravação de "Ti-Ti-Ti" (28/9/10)

Desde que estreou na TV, Guilhermina Guinle é lembrada por interpretar mulheres seguras, ricas e viajadas. Foi assim como Alice, de "Paraíso Tropical" e Amarilys, de "Caras & Bocas", todas da Globo. Mas nem por isso a atriz se sente intimidada com este perfil, pelo contrário, para ela é mais uma oportunidade de fazer melhor. "Sempre tento ter coisas legais para fazer. Se for legal, não tem problema", afirma Guilhermina que vive empresária Luisa, de "Ti-Ti-Ti". Na novela de Maria Adelaide Amaral, a personagem da atriz não é vilã. Apesar de já ter apresentado alguns traços de vilania --como na vez em que quase atropelou a mocinha Marcela (Isis Valverde) e quando salpicou um pó misterioso para dopar temporariamente a debilitada Bruna (Giulia Gam). Tudo por ciúmes de Edgar (Caio Castro). "Enquanto ele tinha uma namoradinha, ela não se incomodava e até incentivava. Mas, quando Alice percebe que ele está apaixonado pela Marcela, ela não gosta nem um pouco", explica.

  • Nana Moraes/Cabelos & Cia

    Guilhermina Guinle exibe o corte de cabelo criado para sua personagem em "Ti-Ti-Ti" (2010)

Não foi difícil para Guilhermina viver a sócia de uma agência de modelos. A atriz afirma que o mundo das passarelas não é distante da sua rotina. "Morei em São Paulo a vida inteira, sou amiga de donos de agência de modelos, tenho amigas modelo. Uso a experiência de vida para compor. Aí pego o texto e seja o que Deus quiser", diz.

Ela sempre contou com o apoio da família para escolher a profissão de atriz. "Desde pequena meu pai sempre dizia: 'não importa o que eu queria fazer, sempre contaria com o apoio de todos", recorda. No dia em que decidiu ser atriz, ela foi estudar nos Estados Unidos. Guilhermina tinha aproximadamente 17 anos e fez teste para a faculdade de teatro na Boston University, mas depois mudou para a Emerson College, dedicada aos estudos de teatro, dança e música. A carreira começou de verdade quando ela estava de volta ao Brasil, aos 19 anos, com a peça "Entre Amigas", de Maria Duda e direção de Eduardo Martini. "Foi uma experiência bacana. Fiz o teste lendo o texto e já passei", lembra.

Depois da estreia no teatro, veio a novela "Antônio Alves, Taxista", do SBT. Mas foi em "Direito de Nascer", da mesma emissora, que Guilhermina teve uma nova visão sobre a profissão que seguiria nos anos seguintes. "O Roberto Talma era sócio de uma produtora que fazia novelas e vendia para o SBT. Como era uma novela de produção independente, não tínhamos pressão para gravar", conta. Para a atriz, a grande diferencia daquele momento foi que o diretor incentivava os atores a relaxarem e encontrarem vínculos com o personagem. "Tinha vezes que ele perguntava se gravaríamos duas ou 20 cenas no dia. Ele colocava música para chorar, conversava horas sobre a cena em questão. Hoje em dia é um outro ritmo", conta Guilhermina, demostrando carinho pelo diretor.

A atriz afirma que além do desempenho do ator e da audiência de uma novela, todo trabalho oferece inúmeras vantagens. Foi assim com o folhetim "A Lua Me Disse", de Miguel Falabella, que a atriz foi convidada pela autora Maria Adelaide Amaral para a minissérie "JK". "É preciso que alguém que acredite em você, para te dar um outro personagem e você tente crescer na profissão. Senão você fica fazendo a mesma coisa a vida toda. Ela me deu um personagem maravilhoso", revela Guilhermina, que teve um papel feito especialmente para ela.

Entre aceitar e recusar um personagem, Guilhermina não segue nenhuma regra. "Vou pela intuição, pela sorte", conta. Foi assim para a mimada Alice, de "Paraíso Tropical", e para a intelectual Amarilys, de "Caras & Bocas". "Uma energia boa puxa a outra", aposta.

(Por Gabriel Sobreira)

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