Rodrigo Hilbert se considera um cara de sorte. Por vários motivos, aliás. Um deles é a chance que tem tido constantemente de fazer uma viagem incomum a cada trabalho. "Em 'Três Irmãs', fui para Bali, na Indonésia. Agora, Jordânia e Israel. São países que poucos brasileiros conhecem. Tô com sorte, né?", contabiliza o simpático ator, que viverá o aventureiro Felipe em "Viver a Vida", próxima trama das oito da Globo.
RODRIGO HILBERT SERÁ FELIPE EM "VIVER A VIDA", NOVA NOVELA DAS OITO
Outro assunto que o faz abrir o largo sorriso é sua carreira, que começou por acaso, ao ser "descoberto" por um "olheiro" quando ainda trabalhava como ferreiro, torneiro mecânico e soldador na oficina do tio, em Orleans, Santa Catarina. "Senão, estaria lá até hoje, fazendo portões com meu tio", afirma, com certa nostalgia. Por último, ele credita a boa fase à família que formou ao lado da atriz e apresentadora Fernanda Lima, ampliada com a chegada dos gêmeos João e Francisco, de um ano. "A vida me prega peças e hoje estou aqui feliz da vida, com a família mais linda do mundo. Sou abençoado", comemora o ator de 31 anos.
Na história de Manoel Carlos que estreia dia 21 de setembro, Felipe é o amigo inseparável de Bruno, fotógrafo vivido por Thiago Lacerda. Juntos, os dois viajam pelo mundo aproveitando a vida, literalmente. Enquanto Bruno registra cada paisagem com sua câmara, Felipe escala montanhas e faz dos esportes radicais seu "ganha-pão". "Ele ganha dinheiro levando turistas para passear, escalar...", conta. Embora tenha uma namorada, Fani (Thianna Bialli), ele é do tipo que "vive a vida" sem se prender muito. "É um cara que curte e faz o que tem vontade de fazer sem compromisso com ninguém", adianta.
Surfista e fã de esportes radicais - tanto que dispensou dublê em algumas cenas de escalada -, Rodrigo reconhece que o papel se aproxima muito de seu perfil. Ele acha que ser escalado para um personagem assim não é problema. Ao contrário. Vê com naturalidade. Seu primeiro trabalho na TV, o Pablo de "Desejos de Mulher", era um modelo que vinha de Santa Catarina. Ou seja, praticamente um "retrato fiel" do ator. "O Pablo era eu. Minha dicção era péssima, não tinha a mínima ideia do que me esperava. O nervosismo que bate numa hora dessas... Foi horrível, me senti muito mal fazendo", reconhece.
Tanto que o gosto pela interpretação só veio quando se aventurou no teatro. Rodrigo e alguns amigos fundaram a companhia de teatro Elza Gomes e montaram a peça "Duelo". Por seis meses, viajaram pelo Brasil. "Foi a primeira vez que tive uma sensação gostosa ao atuar. E resolvi fazer isso da vida. Mas é difícil fazer teatro sem patrocínio, então tivemos de parar", recorda ele, que ficou conhecido ao interpretar o galã Murilinho de "América". Depois, fez o Barrão de "Pé na Jaca", encarnou o bandido Ronildo de "Duas Caras" e, mais recentemente, o surfista Gregg de "Três Irmãs". "Na verdade estou aqui porque trabalhei com moda muito tempo. Acho que minha carreira começou também pela beleza. Acho não. Tenho certeza", pondera.
De volta ao Brasil após 20 dias entre Israel e Jordânia, o ator está aproveitando para descansar até que comecem as gravações em estúdio. Ciente, como poucos aliás, de que tem um longo trabalho de evolução profissional pela frente, ele fala da vontade de atuar mais no teatro e no cinema - Rodrigo fez dois filmes: "Irmãos de Fé" e "O Guerreiro Didi e a Ninja Lili". "Preciso trabalhar. Estou correndo atrás, quero me aperfeiçoar e aprender muita coisa ainda. Estou mais seguro a cada trabalho", avisa.
(Por Fabíola Tavernard)
Comente essa e outras notícias no Fórum UOL Televisão