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20/11/2006 - 23h01
Com favela e ação, "Vidas Opostas" busca público masculino

MARINA CAMPOS MELLO
Da Redação

Divulgação Record

Cena da novela Vidas Opostas

Cena da novela Vidas Opostas

Em "Vidas Opostas", novela da Record escrita por Marcílio Moraes que estréia nesta terça-feira (21), imagens exuberantes do Rio de Janeiro vão se misturar a cenas de violência em morros e favelas.

Com muita ação e um romance entre um milionário e uma moradora de uma comunidade carente, a emissora pretende levar os homens para a frente da televisão e elevar a audiência da sua novela do horário nobre, que agora passa a ser exibida às 22h.

"Nesse horário e com temática mais pesada, vamos agregar um público masculino muito grande", explica Alexandre Avancini, diretor geral da produção, que espera superar a audiência da novela "Cidadão Brasileiro", que terminou nesta segunda.

Inclusão

Com "Vidas Opostas", a Record ingressa no atual movimento da TV que traz os pobres e a periferia para o centro das tramas -vide programas como "Cidade de Deus", "Antônia", "Minha Periferia", "Central da Periferia", todos da Globo. "Creio que este é um movimento natural de inclusão.Temos que dar espaço a quem sempre colaborou com a nossa cultura, com música e arte", diz Avancini.

O autor Marcílio Morais faz coro: "'Vidas Opostas' não vai se guiar pela "estética da exclusão", que tem caracterizado a maior parte das telenovelas no país há décadas, constituindo-se mesmo num pretenso "padrão" de qualidade", diz. "Este "padrão" camufla os graves problemas sociais que vivemos, excluindo parte significativa da população brasileira do universo ficcional", completa Marcílio, que considera "difícil" um autor ter a chance de escrever uma história com este enfoque em outras emissoras.

Mas, segundo Marcílio, não é só a vida dos bandidos e o tráfico que pautará a trama. "Vou falar da vida dos bandidos, mas também vou falar da vida das outras pessoas que moram na favela. Gente comum que mora ali e que pode ter histórias interessantíssimas", diz. Mesmo com temas pesados, "Vidas Opostas" guarda espaço para beleza: "A novela tem muitas externas", conta Avancini. "Subimos o morro para gravar cenas das favelas e tivemos que deixar as locações falarem por si: toda aquela beleza suaviza a realidade das pessoas."

Prudência

A estréia também revela uma postura mais prudente da emissora. A novela antecessora, "Cidadão Brasileiro", um ambicioso projeto lançado com estardalhaço em março deste ano, tinha meta de competir diretamente com a Globo e atingir os 30 pontos no ibope, números que nunca foram alcançados. A novela, aliás, chegou à sua reta final com apenas 11 pontos de média e muitas reclamações por parte do elenco e do autor. Ao jogar "Vidas Opostas" para as 22h, a Record ganha mais liberdade para explorar conteúdo violento e, ao mesmo tempo, foge do principal produto da concorrente. "Se atingirmos os 20 pontos, já estarei muito feliz", diz o autor Marcílio Morais.

Para chegar lá, Marcílio Morais inspirou sua trama contemporânea, permeada de "realismo crítico", na peça do século XVI "Fuente Ovejuna", do dramatugo espanhol Lope de Vega. "Na peça, um povoado se revolta contra um ditador. Na minha história, a população da favela vai se revoltar contra os traficantes que dominam o morro e contra a polícia corrupta", conta.

Em "Vidas Opostas", o estopim da revolta da comunidade é o romance do casal protagonista, Joana (Maytê Piragibe) e Miguel (o estreante Léo Rosa). Miguel é um jovem milionário, doutor em matemática e amante de escaladas, que acaba se apaixonando por Joana, ex-namorada de Jéferson (Ângelo Paes Leme), um dos chefes do tráfico.

Quando Joana e Miguel começam a namorar, Jéferson fará de tudo para ter Joana de volta, inclusive ameaçá-lo de morte. O confronto de Miguel e Joana com o traficante resultará numa revolta da comunidade contra os bandidos, mas este acontecimento terá terríveis desdobramentos, que geram graves acusações contra o casal.

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