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10/08/2010 - 07h00

Atriz Andréia Horta busca referências no passado para "A Cura"

PopTevê

Pedro Paulo Figueiredo/Carta Z Notícias

Sempre que entra em um novo trabalho, Andréia diz não pensar muito no resultado. "O que vale é o processo que vivo ali", diz a atriz

Andréia Horta deixou a cidade de Belo Horizonte aos 17 anos para estudar teatro em São Paulo. Quase dez anos depois, a atriz volta ao Estado de Minas Gerais, no município de Diamantina, para protagonizar, ao lado de Selton Mello, a nova série "A Cura", da Globo. Retornar às origens é, por sinal, a temática da produção assinada pelos autores João Emanuel Carneiro e Marcos Bernstein e dirigida por Ricardo Waddington e Gustavo Fernandes. Na trama, que estreia nesta terça (10), após o programa "Casseta & Planeta, Urgente!", Andréia vive a mocinha Rosângela, uma médica legista amiga de infância e apaixonada por Dimas, papel do ator Selton Mello. "Estar em Diamantina, comer lá, conviver com todos foi muito prazeroso. O Selton e eu somos mineiros e boa parte do elenco também e isso deu um tom mais realista à gravação", aponta.

  • Luiza Dantas/CZN

    Andréia Horta está de volta à Globo para viver uma médica na série "A Cura"

Esta é a segunda vez que Andréia trabalha na Globo. A estreia dela aconteceu na minissérie, também recheada de mineirice, "JK", de Maria Adelaide Amaral, em 2006. Na época, ela deu vida a Márcia Kubitschek. Em seguida, a atriz viveu uma das protagonistas da novela "Alta Estação" e integrou o elenco do folhetim "Chamas da Vida", ambas da Record. Foi no ano de 2008 que Andréia realizou o trabalho de maior destaque na carreira, ao protagonizar o seriado "Alice", do canal por assinatura HBO. A personagem morava em Palmas, no Tocantins, e foi para São Paulo buscar uma herança do pai. "Quero trabalhos que me interessem e que me comovam como gente", justifica.

Como veio o convite para participar de "A Cura"?
Um dia meu telefone tocou, eu não reconheci o número e atendi. Do outro lado da linha alguém dizia: 'Alô, oi, Andréia, aqui é o diretor Ricardo Waddington, da TV Globo, tudo bem?'. Primeiro achei que fosse trote, depois achei que ele estava tentando falar com a Andréa Beltrão (risos). Aí eu falei: 'tudo bom'. Ele me disse que tinha um trabalho novo e queria saber se eu estava interessada em fazer. Acertamos uma reunião e aqui estou (risos).

A personagem em "A Cura" é uma médica legista. Como foi a preparação para interpretá-la?
Visitei o Instituto Médico Legal, a equipe que integra a parte médica teve aula de corte em prótese com uso de aparelho cirúrgico. Assistimos a alguns vídeos explicativos também. Eu nunca tinha chegado tão perto deste universo. Para quem trabalha na área de necropsia, não tem essa coisa emocional de ver um cadáver. Há uma outra relação com o corpo.

"Alice", da HBO foi o trabalho que mais evidenciou a sua carreira. Quais foram as principais consequências desse projeto na sua carreira?
"Alice" tem um papel importante na minha carreira, mas igual aos meus outros trabalhos. Ele me possibilitou diversos desdobramentos, inclusive "A Cura". Só acho que mais gente poderia ter visto. Infelizmente isso não aconteceu, mas mesmo assim tive um bom retorno do exterior como: Chile, Venezuela, México e Los Angeles.

O que você espera profissionalmente com a estreia de "A Cura"?
Sempre que entro em um trabalho não penso muito no resultado dele. O que vale é o processo que vivo ali. Adoro produções que me exigem atenção, aquecimento, inteligência e que têm muita história para contar. Isso basta.

(por Gabriel Sobreira)

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