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01/01/2010 - 00h05

Didi contracena com personagem em 3D em programa especial

PopTevê
Contar uma história extremamente clássica utilizando recursos altamente modernos. Esse é o objetivo de "A Princesa e o Vagabundo", especial de Renato Aragão, o Didi, que vem sendo trabalhado desde o início de 2009, e que a Globo exibe no primeiro dia do ano, depois da novela "Viver a Vida".
  • Divulgação/TV Globo

    "A única dificuldade foi contracenar com o vazio", diz Renato Aragão sobre seu "parceiro" em 3D


Tanto empenho e dedicação tem explicação. É que na história, mais uma vez protagonizada por Didi, ele contracena com o ratinho Voltaire, feito em animação 3D. "Era um sonho nosso fazer um misto de desenho e ficção. Tudo foi realizado com tecnologia de ponta. Só assim conseguimos ter o Voltaire em aproximadamente 160 inserções", gaba-se Marcus Figueiredo, diretor geral do especial, que tem direção de núcleo de Jayme Monjardim.

Ambientado no pequeno e fictício reino da Landinóvia, o especial gira em torno da vida da princesa Lili, vivida pela filha de Renato Aragão, Lívian Aragão. A menina nasceu em meio a uma invasão ao reino dos seus pais - o Rei Lindolfo, de Herson Capri, e a Rainha Valentina, de Maria Fernanda Cândido - e foi salva pelo vagabundo Didi. Lili cresce ao lado dele e do inseparável ratinho Voltaire sem saber que é uma princesa. Um belo dia, a verdade sobre a origem da menina vem à tona e ela começa a fazer de tudo para expulsar as tropas invasoras e recuperar o reino. Tudo, é claro, com a atrapalhada ajuda de Didi. "Meu pai tem um pouquinho desse Didi nele. Em casa, ele também faz um monte de trapalhadas", provoca a menina.

Escrita por Renato Aragão, em parceria com Paulo Cursino, Paula Amaral e Marcius Melhem, a trama dá início à comemoração do cinquentenário do célebre personagem Didi Mocó Sonrisal Colesterol Novalgina Mufumbo. O humorista - que completa 74 anos no próximo dia 13 de janeiro - também vai ganhar outros "agrados" da Globo para celebrar a data. Além de dobrar a duração de seu programa, "A Turma do Didi", a emissora vai produzir um especial sobre essas cinco décadas.

Apesar das inúmeras homenagens, Renato garante não gostar muito de comemorar. "A minha idade é o que eu tenho na cabeça. Acho que 50, 60, 70 são marcos de história, mas tenho de correr na frente para a idade não me alcançar. O próximo ano para mim vai ser como o marco zero", argumenta o humorista.

Embora não seja acostumado com tantas manifestações de carinho e respeito em relação à sua carreira na televisão, Renato admite que adorou ser "presenteado" com "A Princesa e o Vagabundo". Principalmente porque o programa marca a estreia da emissora na utilização da animação 3D. "É um especial de alta tecnologia. Nem fiz cinema este ano para me dedicar a ele. A única dificuldade foi contracenar com o vazio. Muitas vezes, meu olhar ficava maior do que o tamanho do camundongo", lembra Renato, assegurando que, apesar de "high tech", o programa continuará investindo no humor de circo. "Não sou aquele tipo de comediante que chega e fica contando piadas. Meu estilo de trabalho é falar em pum, besteira para criança", reconhece.

Além do simpático ratinho em 3D Voltaire, o especial vai contar com outras participações especiais - entre elas a dos atores Max Fercondini, Monique Alfradique, Carolina Kasting, Luis Melo, Nathalia Timberg e Francisco Cuoco. Se depender da empolgação desse elenco e da do diretor de núcleo, Jayme Monjardim, o programa será apenas o primeiro de muitos com essa tecnologia. "Foi um investimento muito grande. Nível Disney...", orgulha-se Monjardim.

(Por Carla Neves)

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