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28/04/2006 - 18h52
Jurados perdem espaço e edição mais ágil toma conta de "Ídolos"
THIAGO STIVALETTI
Da Redação
Depois de quase um mês, "Ídolos" chega à sua fase final. Os últimos programas foram dedicados à peneira que triou 30 candidatos de 120 que ainda estavam na competição.
Como aconteceu com o "American Idol" nos EUA, o programa conseguiu "pegar" entre os espectadores brasileiros. Na primeira semana, "Ídolos" marcava 10 pontos no Ibope. Na segunda, já registrava 18. E no último domingo, o compacto exibido durante à tarde conseguiu ficar à frente da Globo por alguns minutos.
Nessa segunda etapa, os jurados perderam bastante da imagem de carrascos que passavam nas seleções gerais no Rio de Janeiro, São Paulo, Recife e Porto Alegre. Na primeira seleção, havia muitos candidatos sem noção e que perdiam o senso do ridículo, o que dava espaço para Miranda soltar o verbo com alguns rapazes que iam de camisa e gravata ou moças de voz muito estridente.
No programa de ontem, os últimos 45 candidatos passaram por nova seleção, da qual sobraram 30. Todos tiveram que escolher entre músicas que estouraram nas rádios FM, como "Equalize", de Pitty, e "Vou Deixar", do Skank, além de Rapazolla e Babado Novo. Como todos já apresentam um certo nível, não há mais espaço para esculhambações. Os jurados são meros figurantes dos programas - vemos apenas de longe o que estão discutindo sobre os candidatos.
Agilidade
O mérito agora é todo da edição do programa, que consegue mostrar os desempenhos de cada um, as tensões antes e depois do teste. Em uma mesma canção do começo ao fim, são mostrados trechos dos testes de vários candidatos. Essa edição ágil, que prende a atenção, faz lembrar a primeira edição da "Casa dos Artistas" e torna o programa superior às produções normalmente exibidas pelo SBT.
E há sempre aquelas histórias peculiares que despertam a empatia imediata do espectador. Um rapaz sem uma perna que entra de muletas no palco e não se intimida em mostrar seu número - finalmente aprovado. Um outro que de tão nervoso não consegue decorar a letra da música, erra e interrompe a performance inúmeras vezes, mas é bonito e, do que consegue cantar, canta muito bem. Também vai para a final.
Os apresentadores Beto Marden e Lígia Mendes estão mais naturais, sem os textinhos "engraçados" ensaiados no começo. Conseguem interagir com os candidatos, dar apoio e tirar boas declarações deles.
Agora, os 30 finalistas vão ser julgados pelo público, o que deve garantir ainda mais a adesão dos espectadores até o final. Mesmo que o ídolo escolhido não consiga se firmar no cenário musical e desapareça como fumaça depois de algumas semanas, a diversão está garantida.
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