País africano falha em tentar censurar "Big Brother Africa"

LANTYRE (Reuters) - O "Big Brother Africa", o mais recente e mais ambicioso "Big Brother" mundial, conseguiu com que o Supremo Tribunal de Malawi derrubasse na sexta-feira uma censura contra o polêmico programa de TV.

Os parlamentares disseram que os pais estavam preocupados com cenas de bebedeiras e flertes da série, e a maioria dos habitantes de Malawi acredita que o programa estimula o comportamento imoral.

O advogado Noel Chalamanda disse que o Parlamento saiu de suas prerrogativas ao proibir o programa, negando à população o direito à livre informação e a participação em eventos culturais de sua escolha.

"O dever constitucional do Parlamento é aprovar leis, não dar ordens", disse ele.

Malawi -- um país da África conservador com 10,6 milhões de habitantes -- tinha um representante na casa do "Big Brother", que fica na África do Sul. Os espectadores votaram pela sua exclusão do programa há seis semanas.

O diretor da Malawi Television, Benson Tembo, disse à Reuters que a emissora vai consultar a diretoria antes de colocar no ar o programa, que escandalizou muitos espectadores conservadores.

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