Acordo resolve processo envolvendo personagem de "Will & Grace"

 Divulgação

O ator Sean Hayes é Jack McFarland no seriado

LOS ANGELES (Reuters) - Um decorador de interiores que afirma ter sido o modelo a partir do qual foi criado o personagem gay Jack McFarland, do seriado cômico "Will & Grace", resolveu fora do tribunal o processo que havia aberto contra um dos roteiristas da série.

O valor do acordo não foi revelado e, segundo seu advogado, o decorador Jack Deamer afirmava no processo que o roteirista Jason "Max" Mutchnick não cumpriu a promessa de lhe comprar um carro e uma casa se Deamer permitisse que o personagem Jack pudesse ser inspirado nele.

Num primeiro momento, Deamer tinha citado a NBC também como ré, mas no ano passado um juiz considerou que a emissora não deveria ser citada nos autos.

Aberto em março de 2001, o processo iria a julgamento esta semana na Corte Superior de Los Angeles, mas tudo "foi resolvido por acordo mútuo entre as partes", segundo disse à Reuters o advogado de Jack Deamer, Alan Harris.

Deamer e Mutchnick foram amigos por 10 anos, até que Mutchnick criou o piloto de "Will & Grace", em 1998, e disse a Deamer que a trama incluía um personagem chamado Jack.

Ao assistir ao piloto, Deamer afirmou que se sentiu "constrangido, humilhado e magoado ao constatar que o personagem era uma caricatura mal disfarçada dele próprio", diz o processo.

O personagem "flagrantemente gay, constantemente exagerado e desmunhecado, promíscuo e irresponsável" gostava dos mesmos passatempos que Deamer e se vestia como ele -- geralmente blusa de gola olímpica com pulôver amarrado no pescoço, calças cáqui e tênis.

Os roteiristas de "Will & Grace" teriam chegado a pedir a Deamer seus tênis velhos para que o ator Sean Hays, que representa o personagem no seriado, pudesse usá-los durante as gravações.

Deamer implorou a Mutchnick que mudasse o nome de seu alter ego na TV. Mutchnick recusou o pedido, mas disse que, se o programa fizesse sucesso, compraria para Deamer uma casa e um carro no valor de 500 mil dólares.

Embora o programa tenha sido vendido para várias emissoras, em março de 2000 por estimados 100 milhões de dólares, Mutchnick teria se recusado a honrar o acordo verbal fechado com Deamer.

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