Durante a guerra, TVs brasileiras travam batalha por audiência

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Com a intensificação da guerra entre Iraque e Estados Unidos, as emissoras de TV brasileiras estão travando sua própria batalha por audiência.

Na tentativa de acertar o alvo do Ibope vale tudo, até mesmo o uso de uma tecnologia que dispensa satélite. O repórter Marcos Uchôa, da Rede Globo, que está baseado no Kuwait, foi o primeiro brasileiro a testar o recurso com o qual imagens podem ser enviadas em tempo real via Internet.

A Globo deslocou alguns de seus correspondentes internacionais para a zona de conflito e, segundo sua assessoria de imprensa, não descarta a possibilidade de enviar novas equipes.

Nessa briga por audiência a Bandeirantes criou o que chamou de "Núcleo de Guerra". A emissora vai mostrar reportagens especiais feitas pelo jornalista Herbert Moraes, que está no Iraque há 15 dias, e está flexibilizando sua grade de programação para entrar com imagens ao vivo e noticiário mesmo dentro de programas como "Olga Bongiovanni", "Melhor da Tarde" e "Brasil Urgente".

Segundo o diretor de jornalismo da Band, Fernando Mitre, a intenção é fazer uma análise do conflito. "Nossa cobertura não vai se restringir à narração dos fatos. Vamos abordar as conseqüências que essa guerra pode trazer ao Brasil e ao mundo", afirmou.

Com a demissão de parte de sua equipe de jornalismo, o SBT está contando com o âncora Hermano Henning para comentar os acontecimentos no "Jornal do SBT".

E para aproveitar o "gap" provocado pela redução da equipe, a emissora de Silvio Santos está exibindo filmes relacionados à política, como foi o caso "Nos bastidores do Poder", mostrado na madrugada de quinta-feira, quando foi iniciada a guerra.

Já a Rede Brasil, cujo principal canal é a TVE do Rio de Janeiro, vem promovendo debates diários sobre o conflito no programa "Olhar 2003", comandado pela jornalista Lúcia Leme.

Com o convênio com a Radiobrás, pretende ainda mostrar as consequências da guerra nas esferas do Planalto em Brasília.

(Por Luiz André Ferreira, especial para a Reuters)

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