Folião terá cobertura total do Carnaval na TV

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O folião televisivo, que pretende acompanhar o Carnaval do conforto de sua poltrona, não vai ter do que reclamar. Mas quem pretende fugir das festas vai sair perdendo, uma vez que, diferente de anos anteriores, as TVs abertas não programaram atrações especiais alternativas.

Além do desfile das escolas de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro, no domingo e na segunda-feira, a TV Globo vai mostrar na sexta-feira e no sábado a movimentação no Sambódromo paulista e a apuração carioca na tarde da Quarta-Feira de Cinzas.

A equipe no Rio terá 20 repórteres na avenida e, em São Paulo, o comando será de Renata Ceribelli, Chico Pinheiro e Maurício Kubrusly. Este ano a emissora transferiu a experiente sambista Lecy Brandão do Rio para os comentários no Anhembi.

A Globo convocou 600 profissionais para o Sambódromo carioca, 100 a mais do que em 2002, assim como um investimento em 15 câmaras a mais do que as 25 do ano passado.

"Vamos inovar com uma câmara só para as fisionomias dos jurados e outras duas só para os destaques das escolas. O telespectador terá mais detalhes da festa", disse Aloysio Legey, diretor responsável pelos desfiles da Globo.

Já o desfile das escolas do Grupo de Acesso do Rio será transmitido ao vivo pela CNT, a partir das 18h do próximo sábado e sem hora para acabar. A transmissão, estendida no ano passado para todo o Brasil, terá os comentários dos carnavalescos Maria Augusta e Max Nunes e da atriz Elke Maravilha.

SALVADOR E GALA GAY

A Band concentrará suas atenções no Carnaval baiano e promete 70 horas de transmissão, começando às 22h de sexta-feira. A emissora levará para Salvador seus principais apresentadores, entre eles Gilberto Barros, Astrid Fontenelle, Marcos Mion e Sabrina Parlatore.

Também construiu um novo estúdio, transparente e em formato de ponte, para que os trios passem por baixo dele durante o desfile e as celebridades subam ao camarote da Band para serem entrevistadas.

O ritmo do axé só sairá do ar na terça-feira de Carnaval, quando a emissora transmitir o Gala Gay, no Scala, Rio de Janeiro, sob comando do apresentador Otávio Mesquita.

A Rede TV programou-se para ser a "penetra" na festa dos outros canais. Barrada pela exclusividade da Globo e da CNT, a emissora vai instalar um estúdio móvel na concentração do Sambódromo carioca, buscando antecipar as novidades e os fuxicos dos artistas presentes.

Entre os profissionais escalados estão Nelson Rubens, Luísa Mell e Gustavo Baena. Também barrada do baile Gay, a emissora transfere seu estúdio móvel na terça-feira para a porta do Scala, com cobertura de Monique Evans.

SEM ALTERNATIVAS

A Globo News vai apostar no lado jornalístico da folia em todo o país. O canal terá um camarote no sambódromo carioca, onde os apresentadores vão ancorar telejornais e conversar com as personalidades presentes nos desfiles.

Passando por uma onda de várias demissões, o SBT não pretende comemorar o carnaval esse ano. O mesmo acontece com a Record, pertencente a um grupo evangélico, que não irá transmitir a festa.

A Rede Brasil, de emissoras educativas de todo o país, comandada pela TVE do Rio, deixará órfãos os telespectadores que não gostam da folia.

Quebrando a tradição de programas especiais formados por filmes de arte, documentários e musicais, este ano vai manter a programação normal.

Em razão da troca de comando no governo Lula e do fato de a nova diretora-geral, Beth Carmona, ter assumido apenas na última sexta-feira, a estatal não teve tempo suficiente para programar atrações alternativas para esse Carnaval.

(Por Luiz André Ferreira, especial para a Reuters)

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