Michael Jackson contra-ataca com vídeo sobre entrevistador

LONDRES (Reuters) - O ícone pop Michael Jackson disse no domingo que vai autorizar a divulgação de imagens em vídeo para comprovar que um documentário sobre sua vida privada, transmitido pela televisão britânica, é injusto e induz a uma idéia equivocada a seu respeito.

Os advogados do cantor já registraram queixa junto às autoridades da televisão britânica sobre o filme transmitido na segunda-feira passada, no qual Jackson admitiu ter dividido sua cama em sua fazenda Neverland, na Califórnia, com crianças.

A visão rara da vida privada do cantor suscitou uma tempestade de polêmicas, incluindo um pedido de investigação para o serviço de bem-estar infantil.

Em comunicado à imprensa divulgado em Londres, Jackson voltou a desmentir as acusações de abuso de crianças feitas pela mídia britânica.

"Fico perplexo ao constatar até onde as pessoas se dispõem a ir para me retratar de maneira tão negativa", disse ele.

"Torno a dizer que nunca fiz mal a uma criança e jamais o faria. Fico revoltado ao saber que pessoas escreveram coisas que me retratam como alguém que abusa de crianças."

Na queixa registrada contra "Living with Michael Jackson", o documentário feito pelo jornalista Martin Bashir para a Granada Television, os advogados do cantor disseram que o vídeo é "uma distorção grosseira da realidade" e que viola o direito de privacidade de Jackson.

No comunicado divulgado no domingo, Jackson disse que vai produzir seus próprios trechos de vídeo, filmados por seu cinegrafista pessoal durante os oito meses nos quais o documentário foi rodado, para provar que o retrato dele pintado por Bashir é hipócrita.

"Os trechos mostram cenas extraordinárias de Martin Bashir elogiando a maneira como Michael trata as crianças e comentando que ele é bom pai", disse o comunicado.

"Aparentemente, ou Martin Bashir estava mentindo para Michael, ou estava enganando o público com os comentários que fez no documentário."

Os advogados disseram que os realizadores do documentário incluíram nele imagens dos filhos do cantor, apesar de ele ter proibido sua divulgação, e lhe perguntaram injustamente, sem aviso prévio, sobre uma acusação de abuso infantil que ele sofreu em 1993.

Jackson disse que eles conversaram com um menino de 12 anos que dormiu em sua cama sem pedir a autorização dos pais do menino.

Quase um em cada quatro britânicos assistiu ao documentário, no qual Jackson disse que se mataria se não restassem mais crianças no mundo.

O cantor vive cercado de controvérsias desde 1993, quando chegou a um acordo no valor de vários milhões de dólares com um garoto californiano de 14 anos que o acusara de molestamento sexual.

Detalhes das acusações vieram à tona nos tablóides britânicos no domingo, e uma advogada da Califórnia já pediu ao serviço de bem-estar infantil que investigue a vida do cantor em sua fazenda Neverland.

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