Britânico é preso por protestar contra programa exibido na TV

LONDRES (Reuters) - A polícia prendeu um britânico na sexta-feira por ter pichado com tinta branca as paredes de uma rede de TV em protesto contra a exibição de um programa no qual um artista chinês aparentemente come um bebê morto.

Martin Wyness, 45 anos, pai de dois filhos, afirmou à Reuters que veio dirigindo durante a noite de sua casa no interior até Londres para expressar seu horror ao documentário sobre arte chinesa, cuja exibição ele assistiu pouco antes da meia-noite de quinta-feira.

O documentário "Pequim Swings" mostrava o artista chinês Zhu Yu, descrevendo-o como "o mais famoso canibal contemporâneo da China".

Em uma das cenas, Zhu exibiu fotografias que o mostravam lavando um natimorto em uma pia e colocando partes de seu corpo desmembrado na boca como um trabalho de arte performática.

"Eu tenho um grande pincel e tinta branca", disse Wyness antes de iniciar seu protesto. "O Channel 4 disse ao país que ser desrespeitoso é uma forma de hapenning, então seguirei seu exemplo."

Um porta-voz da polícia britânica afirmou que um homem de 45 anos foi preso sob suspeita de danificação criminosa depois de ter sido encontrado pichando as paredes do Channel 4. Ele ainda continua detido.

Um porta-voz do Channel 4 disse que manteve a exibição de seu documentário "inteligente e que estimula a reflexão sobre a arte radical na China", apesar da visão dos espectadores ter sido levada em consideração.

Ele afirmou que a rede de TV havia recebido 50 reclamações antes da exibição e 15 outras desde que o programa foi ao ar.

O documentário trazia alertas de que os espectadores poderiam ficar chocados com seu conteúdo.

Zhu afirmou à Reuters em Pequim, na quinta-feira, que era sua obrigação como artista estimular o debate sobre moral e arte.

A Broadcasting Standards Comission britânica afirmou ter recebido meia dúzia de reclamações por email durante a noite. O órgão afirmou que iria requerer uma cópia da fita com o programa e colocar a questão em debate. Seu poder de interferir na programação, no entanto, é limitado, afirmou um porta-voz da instituição.


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