TV britânica defende artista chinês que come cadáver de bebê

LONDRES (Reuters) - Um canal de televisão britânico defendeu um programa no qual um artista chinês aparece comendo um bebê morto e disse que o episódio "instiga o pensamento sobre a arte extrema na China".

O Canal 4, que incomodou os telespectadores com uma dissecação de um cadáver humano no mês passado, pretende transmitir o documentário em que o artista Zhu Yu mostra fotografias nas quais aparece lavando um bebê natimorto e colocando partes do cadáver na boca.

Políticos e críticos de mídia condenaram os planos, mas a Comissão de Padrões de Transmissões disse que não pode analisar o programa antes que seja exibido.

Em pré-estréia fornecida à Reuters, Yu também é visto enquanto uma parte de seu próprio corpo é enxertada em um porco. Ele descreve o trabalho como expressão da fé cristã.

"Jesus sempre é relacionado à morte, sangue, ferimentos, etc."

O apresentador do programa, um crítico de arte do jornal Sunday Times, classifica o trabalho de "sofrimento pela arte em escala messiânica".

"Esperava ficar horrorizado, mas descobri que ele é pacífico, monástico e até mesmo charmoso. Quando as câmeras foram desligadas, ele reconheceu que vomitou duas vezes antes de seguir com a performance do bebê. Mas era crucial fazê-lo, então ele se forçou."

O apresentador, que entrevista o artista em seu apartamento, chamou Yu de "o mais notório canibal chinês contemporâneo", e afirma que ele comeu de verdade a carne do bebê.

Um porta-voz do Canal 4 disse que o programa, que será transmitido às 23h de quinta-feira (20h de Brasília), mostrará advertências de que os telespectadores poderão ficar amedrontados e lembrou que o horário está de acordo com as regras para materiais inadequados para crianças, ou seja, depois das 21h.

"As imagens aparecem em um contexto de um filme inteligente e instigante sobre a arte extrema na China", disse.


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