Para anunciantes dos EUA, "A Família Soprano" é irrecusável

Por Adam Pasick

NOVA YORK (Reuters) - Você acha que os únicos nomes de marca no seriado "Os Sopranos", da HBO, são Satriale's Pork Store e o clube de strip Bada Bing? Nada disso.

O drama sobre mafiosos, repleto de produtos cuidadosamente posicionados por empresas interessadas em divulgar suas marcas, é uma oportunidade que marqueteiro nenhum pode perder.

Embora o seriado sobre o chefão mafioso Tony Soprano contenha cenas de teor forte de violência e sexo, é tremendamente popular e visto como "cool". E, como é transmitido pelo canal pago HBO, que não tem intervalos comerciais, não existe concorrência para os produtos.

No primeiro episódio desta nova temporada do seriado, a matriarca da família Soprano, Carmela, percorre o corredor de um supermercado contendo caixas e mais caixas de bolachas SnackWells.

Em outro episódio, alguém abre a porta da geladeira da família e revela dezenas de garrafas de bebidas Snapple. Outros nomes de marca que aparecem com frequência são os da corretora Charles Schwab, do cereal matinal Honeycomb e dos produtos alimentícios Entenmanns.

Diferentemente dos filmes de cinema, que frequentemente fazem merchandising pago de produtos, a maioria dos programas de TV não aceita pagamento -- pelo menos não diretamente.

Os marqueteiros pagam um "sinal" a firmas intermediárias para que organizem acordos favoráveis, e as produtoras dos seriados aceitam produtos a título de troca para ajudá-las a custear a produção.

A maior parte do merchandising em "Os Sopranos", além de outros seriados de grande audiência como "Sex and the City" e "A Sete Palmos", é coordenado pelas produtoras de cada programa.

A HBO chegou a pensar em criar um departamento para coordenar a inserção de produtos nas séries. Mas o plano foi abandonado porque a emissora achou que, já que os telespectadores pagam assinatura, qualquer tentativa agressiva de divulgar produtos poderia provocar uma reação negativa.

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