Diminui presença gay na TV aberta norte-americana

Por Steve Gorman

LOS ANGELES (Reuters) - A televisão norte-americana do horário nobre está se tornando mais convencional este ano, com muito menos personagens homossexuais, bissexuais e transexuais aparecendo em sua programação do outono do que foram vistos no ano passado, disse na segunda-feira um grupo de ativistas gays.

O número de personagens lésbicas, gays, bissexuais ou transexuais (LGBT) em papéis principais, coadjuvantes ou ocasionais na TV aberta caiu de 20, no ano passado, para apenas sete este ano, segundo análise da Aliança Gay & Lésbica Contra a Difamação (GLAAD).

Enquanto isso, o número total de programas com personagens LGBT caiu de 16, na temporada passada, para apenas seis neste outono: "ER" (Plantão Médico), "Will & Grace", "NYPD Blue" (Nova York Contra o Crime), "Buffy, a Caçadora de Vampiros", "Dawson's Creek" e o novo drama hospitalar da ABC "MDs".

Boa parte da queda se deve ao fato de 11 programas com personagens gays e lésbicas não terem sido renovados para este outono, entre eles "Spin City", "Felicity", "Once and Again", "The Ellen Show" e "Dark Angel". E os dois únicos que traziam um personagem bissexual ou transexual -- respectivamente "That '80s Show" e "Max Bickford" -- foram cancelados na temporada passada.

Scott Seomin, da GLAAD, sugere que a presença dos gays no horário nobre da TV pode ter sido prejudicada, também, por escolhas feitas pelas redes de TV, que teriam optado por oferecer uma programação mais "tranquilizadora" ao público norte-americano, traumatizado pelos acontecimentos do ano passado.

Já a televisão a cabo oferece uma concentração muito maior de personagens gays num número menor de programas, com um total de 22 papéis LGBT contabilizados em seis programas nesta próxima temporada: "Oz", "Sex and the City", "Six Feet Under" e "The Wire", na HBO, "The Shield" na FX e "Queer as Folk" no Showtime.

A visibilidade dos gays na televisão aberta deve voltar a aumentar no início de 2003, quando dois programas novos devem estrear na metade da temporada: a sitcom "Charlie Lawrence", da CBS, estrelada por Nathan Lane no papel de ator gay que se torna deputado, e o seriado da Fox "Oliver Beene", sobre um garoto de 11 anos sobre o qual cenas rápidas de seu futuro mostram que ele é gay, embora ele próprio ainda não tenha consciência disso.

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