Franceses querem proibir pornografia na TV, diz pesquisa

PARIS (Reuters) - Uma pesquisa divulgada na sexta-feira mostrou que dois terços dos franceses querem a proibição da pornografia na televisão, que hoje exibe 950 filmes eróticos ou violentos por mês.

A pesquisa foi divulgada pelo CSA, entidade que fiscaliza a qualidade da programação televisiva. Entre as mulheres, 76 por cento apóiam a proibição, número que cai para 51 por cento entre os homens, segundo os dados publicados no jornal Le Parisien.

Entre todos os entrevistados, 64 por cento querem que canais abertos e pagos parem de transmitir filmes impróprios, que muitas vezes misturam pornografia e violência. Outros 35 por cento são contra qualquer tipo de proibição.

Segundo o CSA, vários canais a cabo pretendem aumentar o espaço da pornografia em sua grade para melhorar a audiência.

"A televisão hoje emite 950 filmes pornográficos ou violentos por mês, e precisamos parar essa tendência," afirmou Christian Jacob, ministro de Assuntos da Família. "Seria simples aplicar as leis existentes para evitar que os jovens encontrem nas telas imagens incômodas e venenosas numa idade em que estão desenvolvendo suas identidades sexuais."

A imprensa vem relatando nos últimos tempos um crescente número de crimes sexuais cometidos por adolescentes, como estupros coletivos. Psicólogos acham que os meninos tentam reproduzir com as garotas as cenas de abusos que vêem nos filmes pornográficos.

Em julho, o CSA recomendou a proibição de todos os filmes pornográficos e violentos, mesmo nos canais codificados, depois de descobrir que muitos menores de idade tinham acesso a eles. O novo governo de centro-direita da França já se manifestou a favor da revisão das leis sobre pornografia na televisão, em vídeo ou na Internet.

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