"Virei um vendido, um crápula", diz Marcelo Adnet após chegada à Globo

Maria Martha Bruno
Do UOL, no Rio

  • Zanone Fraissat/Folhapress

    Marcelo Adnet

    Marcelo Adnet

Em uma quinta-feira (20) de ebulição no Rio de Janeiro, com mais um dia de protestos que reuniram 300 mil pessoas nas ruas e colapsaram vários bairros, o humorista e ator Marcelo Adnet também estava no clima efervescente da cidade, durante as filmagens da segunda parte do filme "Muita Calma Nessa Hora", novamente dirigido por Felipe Joffily.

Seu ritmo alucinante, que já inclui 15 longas, seis anos de trabalho ininterrupto nas telas, teatro e a ida para a TV Globo após cinco anos de MTV, o fazem passar por uma série de mudanças.

As críticas sobre o salto de um formato mais alternativo para o padrão Globo de qualidade não tiram o sono do ator, mas o Google Alerts do seu smartphone o mantém atento sobre o que é falado sobre ele na mídia. "Não é fácil. Tem muita torcida contra, do povo e da imprensa. Isso é uma coisa nova para mim. Nestes cinco anos de MTV ainda não tinha passado por isso. Agora eu sou um vendido, um crápula, apóio a ditadura", brinca, com o gancho das manifestações. "E na verdade, o meu fracasso é um produto legal. Prova muitas teorias conspiratórias, serve para as pessoas não mudarem discurso", analisa, incisivo.

Mas ele demonstra que a aposta alta foi consciente: "Já que era pra brincar de TV aberta, achei legal ir para a Globo e brincar para valer. Eram cinco anos de aposta em um formato. Agora é surpreendente, é novo. E não é fácil".

Veja fotos de Marcelo Adnet
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