"Estou profundamente arrependido", diz Datena sobre negociação de sequestro ao vivo na TV

Mauricio Stycer
Do UOL, em São Paulo

  • Reprodução/Band

    28.nov.2012 - O apresentador José Luiz Datena negociou ao vivo, em seu programa na Band, com um homem que mantinha a família em cativeiro, numa casa em Diadema, na Grande São Paulo. Por mais de 20 minutos, conversou por telefone com o homem, chamado Joel, que ameaçava a mãe e a mulher com uma faca. O homem se entregou e não houve feridos

    28.nov.2012 - O apresentador José Luiz Datena negociou ao vivo, em seu programa na Band, com um homem que mantinha a família em cativeiro, numa casa em Diadema, na Grande São Paulo. Por mais de 20 minutos, conversou por telefone com o homem, chamado Joel, que ameaçava a mãe e a mulher com uma faca. O homem se entregou e não houve feridos

  • http://img.uol.com.br/_template/v1/icones/materia.gif Apresentador negocia sequestro ao vivo

O jornalista José Luiz Datena se diz “profundamente arrependido” de ter atuado como negociador de um sequestro, exibido ao vivo durante o “Brasil Urgente”, na Band, no inicio da noite desta quarta-feira (28).

Por volta das 20h25, duas horas depois de a cena ter sido exibida, Datena conversou com o UOL:

“No momento em que comecei a falar com o sujeito percebi que não deveria ter feito isso. Mas já tinha começado e não tinha como voltar atrás. Me arrependi profundamente de fazer aquilo. Não é nosso papel como jornalista. Fico feliz que as pessoas foram salvas, mas não podia ter feito isso. Fui levado contra os meus princípios”.

Lembrado sobre as críticas que fez a Sonia Abrão por ter negociado, também ao vivo, com Lindenberg Alves, durante o sequestro da menina Eloá, em 2008, Datena observou: “Não critiquei a Sonia Abrão, mas toda a imprensa. Naquela ocasião, a polícia não pediu para ninguém ligar para o Lindemberg. Eu tinha o telefone dele e não telefonei.”

Datena insiste que só agiu neste caso, em Diadema, por insistência da polícia. “O coronel pediu. Mas não sou negociador. Não estou preparado. Nunca mais farei isso”, disse. “Não considero uma atitude jornalística correta.

Encerrado o caso, o apresentador diz que estava tremendo. “Passei mal. Não tinha como continuar no programa.”

Por que aceitou o pedido da polícia para negociar? “Em programa ao vivo você tem segundos para resolver algumas coisas. E não tem ninguém para resolver por mim.”

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