Record diz que não se responsabiliza pelo sucesso de vencedor do "Ídolos"

James Cimino

Do UOL, em São Paulo

Após quatro temporadas sem emplacar nenhum cantor de sucesso nacional, o reality show "Ídolos" da Record volta no próximo dia 4 de setembro com uma estratégia nova para alavancar a carreira de seu próximo vencedor: um prêmio de R$ 500 mil. "Essa é a diferença dessa edição. As anteriores não tinham esse prêmio para que o vencedor possa investir em sua carreira. Porque de nada adianta ter um disco na praça e não ter grana para investir. Ele terá oportunidade de, em vez de usar o dinheiro para salvar sua família, usá-lo como capital inicial", disse a cantora Fafá de Belém, nova jurada do programa.

Outra ressalva foi feita por Mafran Dutra, presidente do comitê artístico da emissora, durante a entrevista coletiva de lançamento da atração. "O 'Ídolos' não tem como objetivo formar um artista, mas dar oportunidade para que essa pessoa mostre seu trabalho para o mercado fonográfico." Não há cláusula, no entanto, que obrigue o candidato a usar o dinheiro especificamente na carreira musical.

Além disso, destacou Dutra, como a indústria fonográfica brasileira é muito atrelada à televisão, as gravadoras têm medo de investir no artista e, de quebra, acabarem promovendo a emissora.

A quinta temporada do reality show terá ainda outras duas inovações: vídeos caseiros mostrando a rotina dos candidatos antes das eliminatórias e a segunda etapa, que se passará em um resort localizado na cidade de Cesário Lange, em São Paulo. De lá, sairão 15 participantes, que irão para a fase de concertos no estúdio Quanta.

Com a saída de Rodrigo Faro, a nova edição conta com a apresentação de Marcos Mion, líder do humorístico “Legendários”. Os jurados também mudaram. Agora está na bancada, além de Fafá, o roqueiro Supla. Da primeira temporada permanece o produtor musical Marco Camargo.

De acordo com o colunista Flávio Ricco, cada um já tem seu “personagem” montado. Marco continuará no papel do mais severo de todos; Supla será aquele de quem tudo pode se esperar, especialmente do seu lado comédia; e Fafá vai investir na emoção.

Nem tanto assim. Durante a entrevista de lançamento do programa, a cantora explicou seu critério de eliminação: "Acho uma influência péssima essas firulas vocais de Whitney Houston e Mariah Carey, que fazem parte da cultura americana e não da nossa. Em geral isso serve mais para esconder alguma falha vocal dos candidatos, então esse tipo de imitação foi meu critério para dizer não", disse Fafá.

Sobre oa estreia do programa ser pouco antes do "The Voice", reality musical da Globo que entra no ar no dia 23 de setembro, o presidente do comitê artístico da emissora disse que o "Ídolos" "já estava programado desde o começo do ano" e que a concorrente carioca é que terá de "correr atrás do prejuízo".

Supla discorda. "Eu avalio muito o carisma da pessoa. Porque tem cara que canta muito bem, mas é chato pra caramba."

 

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