"O 'Pânico' gosta de sacanagem, e o público também", garante Emílio Surita no "UOL Vê TV"

Do UOL, em São Paulo


Em entrevista ao "UOL Vê TV" desta semana, Emílio Surita, o apresentador do humorístico "Pânico" (Band), conversou com o crítico do UOL Mauricio Stycer sobre os bastidores do programa e sua recente mudança de emissora, de Rede TV! para a Band, e o sucesso de audiência da atração.

O também radialista, âncora do programa homônimo da Jovem Pan FM  que originou a atração na TV, falou que o humor tem limite sim, mas que "o Pânico gosta de sacanagem e o público também". 

Segundo o apresentador, há uma diferença entre quem vê humor na televisão, no rádio, no teatro e na Internet. Para ele, o comunicador de rádio e TV deve ter respeito por seu espectador: "quando estou dando 15 pontos de audiência, sei que tenho que ter um limite. Estou entrando na casa de famílias inteiras me assistindo. Isso é diferente de quando, por exemplo, pagam cem reais para ver o Rafinha Bastos no teatro contando todo tipo de piada", explicou. Por outro lado, para ele a Internet é um território praticamente sem lei: "estes humoristas novos vem da Internet, onde não há censura. Eles precisam encontrar o seu lugar antes de fazer uma piada ao vivo", comentou. 

Sobre o caso do humorista Rafinha Bastos, demitido do "CQC" (Band) após fazer uma piada sobre o filho de Wanessa Camargo, Surita disse que não importa se a piada foi boa ou ruim, mas sim que há sempre a possibilidade de pedir desculpas: "o próprio David Letterman pede desculpas ao vivo quando fala algo que não devia", disse citando o apresentador do "Late Show With David Letterman", programa de entrevistas da emissora CBS norte-americana.

Questionado se o elenco do "Pânico" tem algum tipo de instrução sobre as piadas que pode fazer, Emílio explicou que todas as emissoras tem suas restrições com determinadas personalidades: "toda emissora tem sua lista de Schindler e a Band também, mas não estamos proibidos de fazer nenhuma piada", garantiu.

Durante a entrevista, o apresentador também explicou que as assistentes de palco, as famosas Panicats, não estão tomando lugar do humor: "temos duas horas e quarenta e cinco minutos de programa para rechear, não dá para ficar contando piada o tempo inteiro". Sobre as novas secretárias de palco, Emílio disse também que ainda nenhuma delas se destacou e comentou que as antigas estavam malhadas demais.

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