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20/12/2011 - 13h13

Os dez momentos mais bizarros e inesperados da televisão em 2011: uma retrospectiva

MAURICIO STYCER
Crítico do UOL

Ao longo do ano, fiquei tempo demais diante da televisão e abusei da paciência do leitor com muitos textos sobre o assunto. Ao olhar para trás, no esforço de fazer um balanço, noto que vi mais coisas ruins do que boas, mas também tive muitas surpresas. Apresentarei, então, um resumo de 2011 em três partes – os melhores, os inesperados e os piores do ano. Como sempre, terei o maior prazer em acolher os comentários e observações dos leitores, apontando as injustiças das minhas listas e me lembrando do que esqueci. Aqui está o meu Top 10 com os mais inesperados:

Daniela Albuquerque: A apresentadora do “Manhã Maior”, na RedeTV!, fez a alegria do público com as gafes que protagonizou. Ao vivo, ouviu sua colega Keila Lila se despedir do programa e dizer: “Obrigada pela oportunidade de ter ensinado tudo a você”. Em outro momento, descontraída, revelou que certa vez um ET de “perna fina” fez uma “massagem gostosa” em suas costas.
Amaury Junior: O veterano colunista social da TV teve ótimos momentos em 2011. Apareceu no filme “Vips”, no papel de si mesmo, relembrando como foi enganado por um golpista. Fez uma entrevista surreal com a cantora Bebel Gilberto e outra com a “ex-cachorra” Sarah Sheeva.
Dilma: A presidente deu algumas entrevistas em seu primeiro ano no cargo. Na mais inusitada, fez uma omelete para a apresentadora Ana Maria Braga, no “Mais Você”. Em outra, que chamou a atenção pela troca de gentilezas, tomou um café da manhã com os apresentadores do “Hoje em Dia”, da Record. Também esteve com Hebe Camargo, na RedeTV!, e ainda recebeu Patrícia Poeta para uma “conversa intimista” no “Fantástico”.
Datena: O apresentador trocou a Band pela Record e voltou à Band num intervalo de apenas seis semanas. Essa movimentação já seria suficiente para transformá-lo num dos personagens do ano na televisão. Mas não resume o que foi o 2011 de Datena. Ele ameaçou o presidente do Ibope de “porrada”, deu entrevista contando que pensava ser “maluco”, integrou a bancada do “CQC” e teve uma participação engraçadíssima no “Roda Viva”.
Silvio Santos: Bem à vontade, de chinelos, short rosa e camisa florida, ele comemorou os 30 anos do SBT com uma aula aos funcionários. Em forma, aos 81 anos, divertiu o público durante o Troféu Imprensa dando a impressão de que não conhecia nenhum dos premiados. E ainda teve pique para estrear um novo game show, sugerindo que qualquer pessoa poderia ganhar facilmente R$ 1 milhão.
UFC: No ano em que o vale tudo chegou à TV aberta, travou-se uma verdadeira briga pelo direito de exibir as competições. A RedeTV! saiu na frente e mostrou, com alarde e bons resultados no Ibope, o UFC Rio. O sucesso da empreitada abriu os olhos da concorrência, levando a Globo a comprar os direitos do evento. Na estreia da emissora, nada menos que Galvão Bueno narrou a porrada.
Insensato Novelão: Para uma emissora que se orgulha, com razão, do seu padrão de qualidade, o último capitulo de “Insensato Coração” surpreendeu ao chamar a atenção do público mais para os erros e gafes cometidos do que para o desenlace da trama de Gilberto Braga e Ricardo Linhares. Erros de continuidades, esquecimentos, menção a uma lei que não existe, enfim, a novela terminou divertindo o leitor pelos motivos errados.
Hebe: A estreia da apresentadora na RedeTV depois de 25 anos no SBT foi, de longe, o momento mais cafona da TV brasileira em 2011. Num cenário que lembrava o Globo de Ouro, com seus convidados dispostos em mesas redondas num grande salão, Hebe chegou ao palco depois de percorrer parte do trajeto dentro de uma gaiola, suspensa por cabos de aço, ao som do tango de Gardel “El Dia Que Me Quieras”.
Nelson Piquet: Homenageado no GP Brasil de F-1, o tricampeão mundial deu quatro voltas no circuito com o carro que usou em 1981. Galvão Bueno, empolgado, disse: “O Brasil inteiro está absolutamente emocionado. Reginaldo Leme e eu estamos chorando aqui.” Ao descer do veículo, foi abordado por uma repórter da Globo: “Chegou a se emocionar? Deu vontade de chorar? Porque eu ouvi você rindo bastante”, disse a repórter. “Não. Tem que chorar de coisa ruim. De coisa boa tem que rir”, respondeu rindo.
Superpop: Ausente nos primeiros meses do ano, por conta de uma gravidez, Luciana Gimenez voltou com tudo em maio. Classifico o “Superpop” de “o melhor programa ruim da TV brasileira” pela quantidade de gafes da apresentadora, os seus convidados bizarros, os merchandisings absurdos e as bobagens ditas sempre com graça e charme por Luciana. Em 2011, ela ainda protagonizou um suposto reality show dentro do programa.

 

Mauricio Stycer

Mauricio Stycer é repórter especial e crítico do UOL

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