Na Band é proibido falar mal da CBF

Flávio Ricco

Flávio Ricco

Colunista do UOL*

Na Band, a determinação que existe é não falar mal da CBF ou daqueles que orbitam em torno dela, em situação nenhuma.

No "Band na Copa", de terça-feira (2), depois de criticar a amarelada do zagueiro Thiago Silva no último jogo, foi ordenado ao apresentador Milton Neves parar imediatamente com aquilo.
 
No mesmo "Band na Copa", depois de dar a nota da suspensão de um jogo do assessor Rodrigo Paiva pela agressãoao atacante Pinilla com um soco, também foi passado o recado à apresentadora Patrícia Maldonado para não voltar a este assunto.
 
Nos dois casos, a ordem partiu do diretor Humberto Candil, em telefonemas para o switcher.
 
Difícil saber a dimensão de tudo. Se é excesso de zelo por parte da Bandeirantes ou do seu diretor para evitar qualquer atrito com a CBF ou se existe um pedido da própria CBF para que isto não aconteça.
 
Seja lá o que for, é oportuno lembrar que nenhum elogio é válido quando existe censura na crítica. O telespectador não é bobo.
 
O estranho é que o mesmo cala-boca não vale para todas as outras empresas do Grupo Bandeirantes.
 
Na BandNews, rádio, pela manhã, o Boechat deita e rola. Usa, muito bem e responsável que é, de toda liberdade.
 
Por último, vamos combinar que, se alguém tem que chorar somos nós, a torcida brasileira, com o tamanho de futebol que a seleção brasileira apresentou. Pelo menos até agora.
 
*Colaboração de José Carlos Nery
 

Flávio Ricco

Jornalista, passou por algumas das mais importantes empresas de comunicação do país, como Tupi, Globo, Record e SBT. Dirigiu o "Programa Ferreira Netto" e integrou a equipe do "SBT Repórter". Escreve sobre televisão desde 2003. Email: colunaflavioricco@uol.com.br.

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