Na transmissão do futebol o mais importante é a bola

Flávio Ricco

Flávio Ricco

Colunista do UOL
  • REUTERS/Javier Barbancho

    Já em Madri, Iker Casillas, goleiro e capitão da Espanha, segura a Taça de campeão da Eurocopa 2012

    Já em Madri, Iker Casillas, goleiro e capitão da Espanha, segura a Taça de campeão da Eurocopa 2012

O título parece elementar, mas na prática não é. O cidadão vai a um jogo de futebol e o que ele olha? O campo, naturalmente. O que acontece dentro dele leva esse torcedor ao sacrifício dos congestionamentos, pegar ônibus lotado ou encontrar lugar para estacionar, enfrentar assédio de cambistas, tirar quem sentou na sua cadeira, entre outros tantos problemas conhecidos no país da Copa de 2014.

Quanto à televisão, a função que lhe cabe é muito mais simples. Basta às emissoras que se dispõem a isso simplesmente captar as imagens da partida em questão e com parcimônia, graças aos recursos de agora, repetir ou esclarecer os lances duvidosos. Simples assim.

Mas não é o que acontece. A bola rolando, em determinados momentos, é trocada para mostrar alguém na arquibancada, ou namorando, ou enfiando o dedo no nariz ou simplesmente torcendo. Ou ainda repetindo uma jogada cerca de 5 ou 6 vezes. Nada que interesse ao público de casa.

A Eurocopa, além do futebol campeão e moderno da Espanha, deixou também mais essa lição. Não custa aprender.

*Colaboração de José Carlos Nery

Leia a íntegra da coluna do Flávio Ricco

Flávio Ricco

Jornalista, passou por algumas das mais importantes empresas de comunicação do país, como Tupi, Globo, Record e SBT. Dirigiu o "Programa Ferreira Netto" e integrou a equipe do "SBT Repórter". Escreve sobre televisão desde 2003. Email: colunaflavioricco@uol.com.br.

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